Eu não tô nem aí
Eu não tô nem aí Se você espalhar Que eu estou ficando velho Pra capoeira jogar, eu não tô
Eu não tô nem aí Se você espalhar Que eu estou ficando velho Pra capoeira jogar
Eu não tô nem aí Se você espalhar Que eu estou ficando velho Pra capoeira jogar, eu não tô
Eu não tô nem aí Se você espalhar Que eu estou ficando velho Pra capoeira jogar
Talvez eu não seja mais tão forte O quanto eu fui a algum tempo atrás Mas te garanto com minha experiência Ainda te boto no chão meu rapaz, eu não tô
Eu não tô nem aí Se você espalhar Que eu estou ficando velho Pra capoeira jogar, eu não tô
Eu não tô nem aí Se você espalhar Que eu estou ficando velho Pra capoeira jogar, eu não tô
Eu não tô nem aí (não, tô não) Se você espalhar Que eu estou ficando velho Pra capoeira jogar
Olha que o tempo passa ligeirinho Meu camarada é melhor se cuidar Pois o passado, o presente e o futuro São bem diferentes na Capoeira, eu não tô
Eu não tô nem aí (não, tô não) Se você espalhar Que eu estou ficando velho Pra capoeira jogar
Eu não tô nem aí Se você espalhar Que eu estou ficando velho Pra capoeira jogar, eu não tô
Eu não tô nem aí Se você espalhar Que eu estou ficando velho Pra capoeira jogar
Eu lhe confesso que ainda eu vou longe E muita coisa ainda eu vou ver mudar Mas não me conformo com tanta ganância Dessa juventude na Capoeira, eu não tô
Eu não tô nem aí (não, tô não) Se você espalhar Que eu estou ficando velho Pra capoeira jogar
Eu não tô nem aí Se você espalhar Que eu estou ficando velho Pra capoeira jogar, eu não tô
Eu não tô nem aí (não, tô não) Se você espalhar Que eu estou ficando velho Pra capoeira jogar
A vaidade as vezes atrapalha Chega na roda querendo provar Respeite o mestre que traçou caminho E abriu as portas pra você passar, eu não tô
Eu não tô nem aí (não, tô não) Se você espalhar Que eu estou ficando velho Pra capoeira jogar
Eu não tô nem aí Se você espalhar Que eu estou ficando velho Pra capoeira jogar, eu não tô
Eu não tô nem aí (não, tô não) Se você espalhar Que eu estou ficando velho Pra capoeira jogar
Hoje tu diz que eu tô ficando velho E que só canto e toco berimbau Mas me desculpe olha meu camarada Nas rodas que eu joguei, hoje tu passa mal, eu não tô
Eu não tô nem aí (não, tô não) Se você espalhar Que eu estou ficando velho Pra capoeira jogar
Eu não tô nem aí (não, tô não) Se você espalhar (não tô) Que eu estou ficando velho Pra capoeira jogar
Eu não tô nem aí Se você espalhar Que eu estou ficando velho Pra capoeira jogar
Eu não tô nem aí (não, tô não) Se você espalhar (não tô) Que eu estou ficando velho Pra capoeira jogar
Je m’en fiche complètement Si tu racontes partout Que je suis en train de vieillir Pour jouer à la capoeira, moi, je m’en fiche
Peut-être que je ne suis plus aussi fort Que je l’étais il y a quelque temps Mais je te garantis qu’avec mon expérience Je peux encore te mettre au sol, mon garçon
Je m’en fiche complètement Si tu racontes partout Que je suis en train de vieillir Pour jouer à la capoeira, moi, je m’en fiche
Regarde comme le temps passe rapidement Mon camarade, tu ferais mieux de faire attention Car le passé, le présent et le futur Sont bien différents dans la capoeira
Moi, je m’en fiche !
Je m’en fiche complètement (non, pas du tout) Si tu racontes partout Que je suis en train de vieillir Pour jouer à la capoeira
Je t’avoue que j’irai encore loin Et que j’ai encore beaucoup de choses à voir changer Mais je n’accepte pas toute cette avidité De cette jeunesse dans la capoeira
Moi, je m’en fiche !
Je m’en fiche complètement (non, pas du tout) Si tu racontes partout Que je suis en train de vieillir Pour jouer à la capoeira
La vanité, parfois, nous joue des tours On arrive dans la roda en voulant faire ses preuves Respecte le mestre qui a tracé le chemin Et qui a ouvert les portes pour que tu puisses passer
Je m’en fiche complètement (non, pas du tout) Si tu racontes partout Que je suis en train de vieillir Pour jouer à la capoeira
Aujourd’hui, tu dis que je suis en train de vieillir Et que je ne fais plus que chanter et jouer du berimbau Mais excuse-moi, mon camarade Dans les rodas où j’ai joué, aujourd’hui, tu ne ferais pas long feu !
Je m’en fiche complètement (non, pas du tout) Si tu racontes partout Que je suis en train de vieillir Pour jouer à la capoeira
Le morceau est en quelque sorte une réponse d’un vieux capoeiriste à une génération plus jeune qui pourrait penser qu’il n’est plus capable de jouer parce qu’il vieillit.
Le message est assez savoureux : « Oui, je vieillis. Peut-être que je suis moins fort qu’avant. Mais ne confonds pas l’âge avec la faiblesse : mon expérience et ma malícia compensent largement ma force physique. »
Il y a aussi une vraie leçon de respect du mestre et de la tradition :
« Respeite o mestre que traçou caminho / E abriu as portas pra você passar »
→ « Respecte le mestre qui a tracé le chemin et ouvert les portes pour que tu puisses passer. »
Et la phrase sur la vanité est importante :
« A vaidade às vezes atrapalha / Chega na roda querendo provar »
→ « La vanité peut parfois nous faire obstacle : on entre dans la roda en voulant prouver quelque chose. »
C’est donc moins simplement une chanson sur « je suis vieux mais je peux encore me battre » qu’une réflexion sur l’expérience, le respect, l’humilité et la transmission entre générations dans la capoeira.
La dernière provocation résume parfaitement l’esprit du morceau : tu peux dire que je suis vieux, que je ne fais plus que chanter et jouer du berimbau… mais si tu entres dans une roda avec moi, tu risques de découvrir que l’ancien a encore beaucoup à t’apprendre.